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quinta-feira, maio 28

Pesquisa aponta evolução no desempenho de estudantes após banimento do celular em escolas


Estudo foi realizado em colégios na Inglaterra e mostrou melhoras de até 6% nas notas de alguns alunos

Henrique Souza - Pernambuco.com
Publicação: 18/05/2015 09:33 Atualização:

Estudantes que não utilizam o celular na escola podem apresentar melhoras no desempenho acadêmico. Foto: Garry Knight/Flickr/Reprodução
Estudantes que não utilizam o celular na escola podem apresentar melhoras no desempenho acadêmico. Foto: Garry Knight/Flickr/Reprodução
Um estudo realizado por pesquisadores das Universidades do Texas e Louisiana, nos Estados Unidos, sobre o uso de telefones celulares em quatro cidades inglesas, apontou que os alunos de escolas que baniram os aparelhos apresentaram uma melhora de até 6% nas suas notas. Isso seria o equivalente à mais cinco dias de aulas por ano.

A pesquisa acompanhou o desempenho dos alunos desde 2001, nas cidades de Birmingham, Leicester, Londres e Manchester, antes e depois da proibição dos aparelhos nos colégios. Os dados foram comparados com as notas obtidas pelos estudantes em exames nacionais na Inglaterra. Os alunos na faixa de 16 anos demonstraram um desempenho até 6,4% melhor que o padrão.  

No Reino Unido, mais de 90% dos adolescentes têm um celular. Os autores do estudo acreditam que os resultados seriam semelhantes nos Estados Unidos, onde a quantidade de jovens com telefones é de 73%. A presença maciça dos dispositivos levou os diretores das escolas a tomar medidas duras em relação ao uso dos aparelhos. Em uma pesquisa realizada em 2001, nenhuma delas proibia os celulares. Em 2007, o número subiu para 50%, e em 2012, 98% não permitiu a utilização dos telefones nas dependências da instituição.

O crescimento observado entre os estudantes com notas mais baixas foi o dobro do ocorrido entre os alunos com notas médias. Já aqueles com notas mais altas não apresentaram nenhuma melhora. Alunos na faixa etária de 14 anos, que tendem a usar menos o celular, também não tiveram nenhuma mudança no desempenho registrada.

Direção e coordenação em sintonia

Direção e coordenação em sintonia


Dividir a sala ajuda nas conversas diárias, mas ainda assim é necessário reservar horário específico na agenda para reuniões e estudos. Foto: Bruno Mazzoco
Olá, seja bem-vindo!
Minha parceria com a coordenadora Selma de Cássia Berger Martins da Silva começou de uma maneira muito interessante. Era minha estreia no cargo de diretor, mas eu tinha uma boa experiência na coordenação e sempre amei ser professor. Ela nunca tinha atuado como coordenadora, mas já havia trabalhado muito bem como diretora (inclusive em nossa escola). A troca de funções nos conectou e fez trabalharmos em muita harmonia e sintonia. Um sempre está auxiliando o outro: eu participo das discussões pedagógicas e ela está atenta e disposta a me orientar nas dúvidas burocráticas. Tudo com o mesmo foco: garantir a aprendizagem dos alunos.
Nós realizamos uma série de tarefas em conjunto, mas existem características e funções bem definidas entre nós. As atividades relacionadas a gerenciamento, manutenção, definição de orçamentos, compras, disponibilização de materiais, organização e realização das reuniões de conselho e APM e os demais trabalhos burocráticos necessários ao bom funcionamento da escola são de minha responsabilidade como diretor. Ações e sanções disciplinares também.
A coordenação pedagógica participa de todas as ações, mas de maneira diferenciada. Enquanto a direção organiza e faz manutenção nos espaços, a coordenação orienta professores e alunos sobre a utilização deles. Se o diretor deve garantir os horários de trabalho dos docentes e funcionários, inclusive as atividades pedagógicas, o coordenador precisa planejar e coordenar a realização das reuniões semanais, promovendo discussões e análises das atividades realizadas juntamente com os professores.
Mas para que isso ocorra de maneira integrada, além das experiências anteriores, nossas trocas de informações precisam ser constantes. Trabalhamos juntos literalmente, pois dividimos a mesma sala, o que facilita as conversas diárias. Mesmo assim estabelecemos uma rotina de reuniões e estudos. Todas as segundas e quintas, por no mínimo 30 minutos, encostamos a porta da sala, organizamos as ações que foram realizadas e planejamos nossa semana, detalhando as sequências de atividades das Aulas de Trabalho Pedagógico Coletivo (ATPC) e horários de projetos e estudos dos nossos professores.

segunda-feira, maio 18

Dicas para fazer debates produtivos em sala de aula

Para um professor moderno, muitos são os desafios dentro de uma sala de aula, já que muitas são as distrações tecnológicas que tiram a atenção dos alunos de modo quase que contínuo atualmente: celulares, tablets e outros dispositivos móveis, além das redes sociais e das tradicionais conversas paralelas.
No entanto, de todas as formas de fazer com que a sala preste mais atenção e participe mais das aulas, a mais utilizada ainda é o bom e velho debate de ideias, onde o professor lança um tema, e a sala começa a debatê-lo.
Todavia, algumas dicas são importantes para que esse debate em sala de aula seja realmente produtivo e útil para o aprendizado dos alunos, ajudando a desenvolver o respeito pelas opiniões diferentes e também a aumentar a capacidade de persuasão. Vamos ver quais são?
Dicas para fazer debates produtivos em sala de aula
Um dos erros mais comuns cometidos por professores é tentar iniciar um debate em sala de aula sobre temas que não são adequados à realidade ou à idade dos alunos presentes na sala.
Portanto, a primeira coisa a fazer é observar o perfil dos alunos, para não correr o risco de iniciar um debate sobre a Revolução Francesa com crianças de 8 anos, pois isso será um desastre.
O professor deve sempre assumir o papel de mediador, e isso não significa se omitir completamente do tema que está sendo discutido, já que é extremamente importante que o professor faça uma digressão sobre o tema proposto, tanto antes, quanto depois do debate.
Mas o mais importante é que o professor conduza o debate de modo a não permitir exaltações de alunos, bem como omissões, que também são comuns em uma época onde a juventude anda tão desinteressada de tudo.
debates produtivos em sala de aula
Esse é um dos pontos mais importantes para o sucesso de um debate em sala de aula, que poderá garantir que ele realmente seja muito produtivo, já que há temas que surgem a todo instante, e o ideal é não perder a oportunidade de explorar algo que está acontecendo neste momento.
Um bom exemplo disso é a Copa do Mundo FIFA, que está ocorrendo no Brasil, e que foi alvo de muitos debates e de muitos protestos por todo o Brasil, desde o ano passado até o presente momento.
Esse é um tema que pode ser explorado pelos professores em sala de aula, especialmente pelos professores de Geografia, História, Filosofia e Sociologia, que podem trazer a discussão para o nível das ideias de modo muito mais prático e efetivo, trazendo reflexões importantes.


Fonte: http://www.colegioweb.com.br/educador/dicas-para-fazer-debates-produtivos-em-sala-de-aula.html#ixzz3aXL0Hy8i

Quase metade das escolas públicas brasileiras ainda não contam com computador

De acordo com os dados divulgados em recente levantamento da ONG Todos pela Educação, que foi feito a partir do Censo Escolar do ano de 2013, quase metade das escolas da rede pública de ensino do Brasil inteiro ainda não conta com computadores para os estudantes. Consequentemente as escolas também não oferecem aulas de informática e nem acesso à internet para crianças e jovens.
Quase metade das escolas públicas brasileiras ainda não contam com computador
Os números mostram que o número de escolas públicas que atualmente não possuem nenhuma estrutura de informática para os seus alunos é de 48,1%. Apesar do número, a pesquisa mostra que nos últimos anos a situação está melhorando, já que mais escolas passaram a ter computadores para os estudantes. De 2008 a 2013, o total de unidades sem acesso à internet caiu de 72,5% para 49,7% e o de escolas sem banda larga, de 82,3% para 59,3%.

Distantes das metas

O grande problema e a cobrança que o Brasil passa a sofrer, tanto internamente quanto externamente, está no fato do País não estar conseguindo cumprir as metas de universalizar o acesso à internet e a informática. O Ministério da Educação do Brasil se comprometeu a tornar o acesso à Banda Larga universal para todos os alunos da rede pública, bem como triplicar o acesso a computadores de forma individual pelos alunos.
Quase metade das escolas públicas brasileiras ainda não contam com computador 2
Isso porque os números também mostram que grande parte das escolas da rede pública que contam com salas de informática não oferecem o benefício para os estudantes aproveitarem de forma individual. São grupos de jovens que acabam se concentrando na frente da tela de um único PC, e isso acaba prejudicando o ensino de uma forma geral.
Em termos de computadores por alunos quando analisadas as regiões de forma isolada, os estudantes do norte e do nordeste ainda estão perdendo. Atualmente são 48 alunos por computador instalado em escolas públicas no Norte, e no Nordeste o número é de 42 alunos por máquina. A região Sul do Brasil é a que apresenta os melhores índices, com 21 estudantes por computador instalado.


Fonte: http://www.colegioweb.com.br/educador/quase-metade-das-escolas-publicas-brasileiras-ainda-nao-contam-com-computador.html#ixzz3aXKrV37S

Como preparar provas justas aos alunos?

Ser professor no Brasil dos dias de hoje é um desafio por diversos motivos, sendo que muitos deles acabam extrapolando os limites do que se vivencia dentro de sala de aula, com os alunos no dia a dia.
Mas quando nos atemos apenas aos limites da sala de aula, nós acabamos esbarrando num item que sempre acaba causando muitas dúvidas para os professores: como preparar provas justas aos alunos?
Portanto, com base nesta dúvida, nós vamos dar algumas dicas importantes para quem deseja preparar provas mais justas aos alunos, conseguindo extrair os melhores resultados delas.

Procure sempre apostar na melhora da aprendizagem

Como preparar provas justas aos alunos
O primeiro fator importante que deve ser explorado por quem deseja preparar provas mais justas aos alunos é a melhora da aprendizagem, fazendo com que estas provas sirvam para o aprendizado dos alunos, não apenas para a avaliação.
Elaborar provas que apenas avaliam e que não servem para mais nada é algo relativamente fácil, agora elaborar provas que sejam capazes de exercitar os conhecimentos dos alunos e que realmente sejam capazes de ajudar no aprendizado é algo mais complicado e que exigem mais critério.

O segredo está no equilíbrio

Como em tudo nesta vida, o segredo para preparar provas mais justas aos alunos está no equilíbrio, sem exageros e sem forçar a barra tanto para um lado, quanto para o outro.
Para ser mais claro, o segredo está em procurar fazer provas que não sejam nem tão fáceis, e que ao mesmo tempo não sejam tão difíceis, pois nenhum dos dois tipos pode ser considerado justo.
Uma prova muito fácil não será justa por ser uma prova que simplesmente não será capaz de avaliar devidamente os alunos e os seus conhecimentos em cima do conteúdo que foi apresentado.
Como preparar provas justas alunos
Do mesmo modo que uma prova muito difícil também não será muito justa por ser uma prova que torna tudo mais complicado, dificultando para alunos que ainda não dominam completamente o conteúdo que está sendo avaliado.
O mais indicado é procurar equilibrar, com questões fáceis, médias e difíceis distribuídas de modo equânime, para dar oportunidades de nota boa para quem estudou e de fato entende o conteúdo avaliado, mas sem exageros.
Em resumo, o ideal é preparar provas que tenham a presença garantida de questões mais difíceis, mas que também tragam questões mais fáceis e algumas mais difíceis para equilibrar as coisas e para que estas provas sejam mais justas.


Fonte: http://www.colegioweb.com.br/educador/como-preparar-provas-justas-aos-alunos.html#ixzz3aXKbXnVU

Dicas para dar notas de participação justas

Ser professor é uma tarefa das mais difíceis e nobres de todas, já que guarda a responsabilidade de prover pessoas em formação, de conhecimentos e também de condições de prosseguir com sua vida.
No entanto, para os alunos, nem sempre a figura do professor é vista desta ótica mais nobre, despertando, pelo contrário, uma imagem de implicância, que muito se deve à malfadada nota de participação.
Sim, sabe aquela nota que em muitos casos pode significar uma média final boa ou ruim, que normalmente é atribuída devido à participação do aluno durante as tarefas em classe, entre outras coisas, mas que nem sempre é clara?
Neste artigo, nós vamos dar dicas para que professores possam dar notas de participação mais justas, e que realmente representem a realidade e que sejam fáceis para os alunos conseguirem entendê-las.
Dicas notas de participação justas

Observe os alunos

Muitos alunos, por acharem que nota de participação significa apenas a nota que é dada para alunos que participam ativamente das aulas, dando pitacos e fazendo perguntas a todo instante, acabam se convertendo em chatos oportunistas.
Estes chatos oportunistas ficam fazendo perguntas idiotas a todo instante apenas para depois tentar justificar a pedida de uma nota de participação mais alta, ou então, costumam interromper a explicação a todo o momento apenas para fazer comentários impertinentes que depois possam justificar uma nota de participação mais alta.
Para evitar isto, um professor deve deixar bem claro que os critérios definidos para a avaliação que irá resultar na nota de participação do aluno serão voltados a um conjunto de fatores.
E este conjunto de fatores deverá ser apresentado de modo bem claro logo no início do ano letivo, para que os alunos saibam quais serão as regras do jogo e para que eles não tenham argumentos para reclamar no final do ano por falta de entendimento.
Dicas para dar notas de participação justas

Procure avaliar mais de um critério

O ideal para a nota de participação é que o professor procure avaliar mais de um critério por meio dela, procurando, entre outras coisas, avaliar o comportamento, a participação nos debates em sala e nas atividades, a pró atividade, a iniciativa e outras coisas que poderão ser definidas.
Com isto, as chances de distorções serão menores, e será mais fácil para os alunos entender o que de fato está sendo avaliado, melhorando, entre outras coisas, o comportamento dos alunos durante as aulas e durante as explicações.


Fonte: http://www.colegioweb.com.br/educador/dicas-para-dar-notas-de-participacao-justas.html#ixzz3aXKRwlYh

Vale a pena ver se o aluno fez a lição de casa?

Para um professor, um dos momentos mais difíceis é justamente o dia seguinte à lição de casa que foi dada no dia anterior, pois é quando ele terá que verificar se os alunos realmente fizeram o que foi pedido.
Fazer a lição de casa é uma das coisas mais chatas para a maior parte dos alunos, especialmente para os mais jovens, que nos dias de hoje têm distrações de toda a ordem, como televisão, tablets, smartphones, vídeo games, redes sociais e muito mais.
Por isso, para um professor que deseja de verdade avaliar seus alunos em todos os sentidos, ter um olhar mais criterioso e mais rígido em relação à lição de casa pode ser algo fundamental para o sucesso do aprendizado deles.
Portanto, com base nisto, nas próximas linhas, nós vamos procurar mostrar se realmente vale a pena ver se o aluno fez ou não a lição de casa. Vamos descobrir se este tipo de estresse de fato pode fazer algum tipo de diferença dentro do processo como um todo.
Lição Aluno

Duas opções

Todo professor, quando passa a lição de casa para os seus alunos, pode ter diante de si nada menos do que duas opções: passar a lição de casa contando com ela para a avaliação geral dos alunos ou simplesmente passar e não ligar muito para se ela foi feita ou não.
Ambas as opções têm seu preço, já que para quem deseja verificar se o aluno fez a lição de fato, colocando este item como peça fundamental para a avaliação como um todo, haverá algum tipo de estresse, já que fazer este tipo de acompanhamento nem sempre é fácil e nem sempre traz resultados esperados.
Já para o professor que simplesmente passa a lição de casa como uma obrigação que não vale lá muita coisa e que não tem peso para a avaliação geral dos alunos, deve ter em mente que ninguém ou quase ninguém fará a lição e ainda terá que dormir com o peso na consciência de que não está fazendo uma avaliação que é verdadeiramente completa.
Lição Professor

A cultura que se cria

Um professor que coloca a lição de casa como uma nota importante e de peso fundamental dentro do contexto da avaliação geral dos alunos tem a seu favor o fato de que, ao conduzir as coisas desta forma, será possível criar uma cultura junto aos alunos, que passarão a encarar a lição de casa como algo importante e que deve ser feito.

O que é melhor: aula na lousa ou em slides?

A maior parte dos professores ainda faz uso do método tradicional de dar aulas, por meio de explicações que tomam por base textos que são colocados na lousa e que exigem que os alunos copiem o conteúdo antes desta explicação.
Este método, além de ser um tanto antiquado, acaba por deixar a sala de aula um tanto apreensiva, já que muitos alunos simplesmente não conseguem prestar atenção nas explicações e também não gostam de ficar copiando conteúdo.
Por este motivo, cada vez mais professores começam a usar outros recursos para deixar suas aulas aparentemente mais dinâmicas, e um destes recursos que mais espaço tem ganhado nos dias de hoje atende pelo nome de slide.
Neste artigo, nós vamos procurar entender quais são as vantagens de cada um dos métodos, para que os professores possam saber de uma vez por todas qual é melhor: aula na lousa ou aula em slides?

Aulas na lousa

Aulas Lousa
Para quem é mais tradicional, passar textos na lousa antes de começar as explicações é uma boa tática para fazer com que os alunos comecem a se familiarizar com o tema que será discutido e explicado em sala.
Os professores mais tradicionais também preferem fazer uso deste tipo de recurso para garantir que a sala de aula fique mais comportada, colocando como uma das notas mais importantes, a nota do caderno.
Mas o problema, especialmente nos dias de hoje, é que muitos alunos copiam rápido demais, não prestam atenção no que acabaram de ler e copiar, terminam logo e rapidamente já estão conversando de novo.

Aulas em slides

O que é melhor aula na lousa ou em slides
Agora para quem procura deixar as aulas mais dinâmicas e mais coloridas, com uma maior conexão entre o que está sendo apresentado e o que está sendo falado, usar slides podem ser a melhor opção.
Com slides, os professores conseguem fazer com que suas aulas fiquem mais dinâmicas, pois a cada tema ou a cada virada de assunto, um slide irá surgir para apontar detalhes visuais importantes.
E não apenas conteúdo escrito poderá ser transmitido por meio de slides, já que também imagens e, dependendo da sofisticação, até mesmo pequenos vídeos, para deixar a aula e a explicação ainda mais completa e atraente aos alunos.
Em resumo, para de fato definir qual dos dois é melhor, é importante entender que tipo de professor é você: um professor tradicional ou um professor mais novo?


Fonte: http://www.colegioweb.com.br/educador/o-que-e-melhor-aula-na-lousa-ou-em-slides.html#ixzz3aXJxlye0

segunda-feira, maio 11

A greve escolar chegou: o que devo fazer?

Greve escolar, salas de aula vazias
Greve escolar, salas de aula vazias

Diante das más condições proporcionadas pelo governo à educação escolar, a única forma de chamar a atenção para essa precariedade educacional é por meio da greve escolar promovida pelos professores.

Normalmente a greve é vista como um período de férias, em que ocorre total desconexão das atividades escolares, porém essa não deve ser a concepção seguida, pois a greve é feita no decorrer das atividades escolares, sem um prévio fechamento daquilo que estava sendo ensinado. Dessa forma, os conceitos que estavam sendo ministrados não recebem um tratamento final a fim de proporcionar uma aprendizagem ideal, ou seja, os conceitos ainda estão sendo formados. Por isso é importante que, em meio a uma situação de greve, você não deixe que seu filho abdique totalmente de suas responsabilidades escolares.

Vale ressaltar que o processo de ensino e aprendizagem não ocorre apenas no âmbito escolar, afinal o meio em que o indivíduo está inserido contribui para sua formação. Diante de tal fato é importante que os pais compreendam e exerçam o seu papel formador e proporcionem um ambiente que incentive e estimule os estudos. Sendo assim, existem certas posturas que podem contribuir para a aprendizagem daqueles que estão em greve, sem que você precise tirar os momentos de diversão de seus filhos.

1) Busque elementos das atividades, das brincadeiras de seu filho para relacionar com atividades escolares.
Não o proíba de brincar e se divertir e nem o obrigue a estudar de forma pragmática e desmotivadora. Para isso, observe quais são as atividades que seu filho exerce no dia a dia e promova uma reflexão pautada em assuntos educativos para que ele reflita e exercite aquilo que aprende na escola.
Fazendo isso você poderá estimular seu filho a treinar a escrita, por exemplo, produzindo pequenos textos relatando as suas atividades ou acontecimentos que ocorreram no seu dia. Utilizando os desenhos animados como exemplo, podemos ter as seguintes situações: Qual foi a história que ele assistiu nos desenhos, ou o que ele aprendeu de novo naquilo que assistiu. Com isso você estará estimulando a escrita de seu filho sem que ele perceba que está realizando uma atividade de caráter pedagógico.

2) Estimule a leitura e a obtenção de informações.
Promova a leitura levando seu filho até bibliotecas, gibitecas, ou ambientes que possuam diversas pessoas buscando informações através da leitura. A leitura é uma atividade que estimula de forma ampla o intelecto (tanto o português em si quanto as informações contidas naquilo que está sendo lido).
Promova passeios que normalmente não são feitos pela escola: museus, galerias de arte, zoológicos e mostre que o conhecimento adquirido na escola não se limita aos livros didáticos, que eles são bem amplos e estão presentes fora do ambiente escolar. Aproveite esses momentos para estimular seu filho a debater os assuntos pertinentes ao passeio e até mesmo produzir textos relacionados ao que ele mais gostou na atividade.

3) Envolva-os nas atividades diárias da casa.
Atribua tarefas ao seu filho de modo que ele possa participar e compreender o que perpassa o dia a dia dos pais e assim compreender melhor a importância dos estudos para que se possa gerenciar uma família. Para isso, peça que ele ajude a fazer a lista de compras do supermercado, aplicar os conhecimentos matemáticos para organizar o orçamento da família, calcular os gastos com as contas de água, energia, etc.

4) Estude com o seu filho os conteúdos anteriores.
Para que não se perca a continuidade do que foi estudado nas aulas antes da greve, peça que seu filho relate o que foi estudado, ou até mesmo tente explicar parte dos conceitos que aprendeu. Peça que ele faça um ou dois exercícios do livro didático que estão relacionados com aquilo que estava estudando, pois, assim, quando as aulas voltarem, ele não ficará perdido quando o professor der continuidade àquilo que estava sendo estudado.

5) Dialogue acerca das informações e situações que são abordadas nos telejornais, revistas e até mesmo elementos educativos presentes nos gibis.
Promova uma discussão sobre o que acontece no mundo, mostre ao seu filho que é importante saber o que ocorre na civilização e também ter um senso crítico quanto a estes acontecimentos. Portanto, dialogue com ele, peça que diga o que pensa sobre determinado acontecimento ou determinado assunto, direcione perguntas para que ele reflita e passe a trabalhar a sua própria opinião.

6) A tecnologia em prol da educação.
A tecnologia nos últimos anos se tornou bem acessível, fazendo com que as crianças tenham acesso à internet com uma idade cada vez menor. Com isso, incentive-os a visitar sites educativos, pois estes possuem o conteúdo de uma forma diferenciada e divertida fazendo com que seu filho possa se interessar mais ainda pelos estudos.

Note que essas não são posturas que devem ser adotadas apenas quando a escola estiver em greve, mas que podem ser constantemente usadas para a formação de um aluno dedicado e interessado aos estudos.
Por fim, não deixe que seu filho critique ou fale mal de seus professores por causa da greve. Faça-o compreender a importância daquela atitude para a construção de uma realidade educacional melhor. Se essa questão não for trabalhada, seu filho poderá ficar com raiva dos professores, prejudicando a aprendizagem, pois ele não valorizará o trabalho feito por eles e consequentemente não valorizará aquilo que lhe é ensinado.

Por Gabriel Alessandro de Oliveira
Graduado em Matemática
Equipe BrasilEscola

Agressões na Sala de Aula

É comum profissionais da educação terem contato com crianças e adolescentes agressivos, tanto na escola como um todo quanto na sala de aula.
Esse tema tem tido grande repercussão, pois estatísticas mostram que esse tipo de conduta tem aumentado dentro das instituições educativas.
Professores que lidam com crianças conseguem contornar esses problemas de forma mais fácil, pois os pequenos se intimidam diante das regras e combinados estabelecidos pelo grupo.
Além disso, quando acontecem brigas entre as crianças, o professor tem condições físicas de separá-los e tomar atitudes para que o respeito prevaleça no ambiente escolar.

Brigas entre crianças é mais fácil de controlar
Já no caso de adolescentes o problema se torna mais intenso, pois além de não aceitarem bem as regras, desafiam os professores a todo instante. Alguns chegam a agredi-los com palavrões, xingamentos ou partindo para as agressões físicas.
É claro que os professores não vão revidar, pois isso poderia causar maiores problemas, podendo levar o caso a ter registro em delegacia.
Quando isso acontece a direção da escola tenta amenizar o problema pedindo o afastamento do professor, remanejando-o para outra instituição, a fim de não comprometer a instituição, bem como preservar a integridade física do professor envolvido, já que muitos alunos participam de grupos de gangues e armam ciladas para pegar o professor fora da escola.
O importante é que a escola, no início do ano letivo, faça uma leitura do seu regimento interno com os alunos, a fim de mostrar quais as conseqüências de atitudes agressivas, discutindo de forma democrática sobre os direitos e deveres dos alunos, bem como da instituição.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

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