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quarta-feira, julho 19

Significado da Morte nas diferentes Religiões Protestantismo

Protestantismo

Significado: os protestantes acreditam que a morte é apenas uma passagem para outra vida e não aceitam a reencarnação. "O movimento protestante acredita na próxima vida, mas em comunhão com Deus. Falar na vida eterna da alma é limitado porque acreditamos na ressurreição do corpo", diz o pastor da Igreja Metodista Fernando Marques.

Céu e Inferno: para os protestantes, existe o céu e o inferno. O julgamento ocorre não pelas ações da pessoa em vida, mas pela fé que ela teve na palavra de Deus e pelo amor ao Senhor.

Rituais: os rituais de velório e enterro são semelhantes aos dos demais religiosos. No entanto, quando um protestante morre, o velório é feito em função da família e não para o morto. O mais comum é que o velório ocorra na igreja, mas também pode ser feito no próprio cemitério. Os seguidores do protestantismo não usam velas, apenas flores. O ritual, chamado de Liturgia para Ofício Fúnebre, costuma ser feito pelo pastor, mas na ausência dele um leigo pode fazê-lo. A participação da comunidade é muito importante. São feitas leituras bíblicas e orações espontâneas. O corpo do morto, de acordo com as tradições protestantes, pode ser cremado ou enterrado. Se for enterrado, no cemitério o corpo é acompanhado até o túmulo, onde a família recita um versículo da bíblia e o pastor faz uma breve despedida. Diferentemente da Igreja Católica, não há celebrações após a morte. Se a família desejar, pode fazer um culto de gratidão a Deus pela vida da pessoa, mas não é uma norma.

Luto: os protestantes não têm imposição quanto ao luto.


Fonte: Folha Online

Significado da Morte nas diferentes Religiões Judaísmo

Judaísmo

Significado: para os judeus, a morte não é o final da vida, apenas o fim do corpo, da matéria. "A verdadeira pessoa, que é a alma, é eterna", diz o rabino Avraham Zajac.

Reencarnação: os seguidores das leis judaicas acreditam na existência de outro mundo, para onde as almas vão, chamado de olam habá (mundo vindouro). No entanto, a alma pode voltar para a terra, num outro corpo, para completar sua missão (reencarnação). "Acreditamos que a situação de vida que a alma terá depende de como a pessoa viveu no nosso mundo. Não são dois mundos diferentes porque o tipo de vida levado aqui afeta a vida no olam. Cada alma está na terra por alguma razão e tem uma missão a cumprir", diz o rabino.

Rituais: apesar de acreditar que a alma seja eterna, os judeus sentem a dor da perda e acreditam que ela deve ser expressa de várias maneiras. Quando um judeu morre, há um ritual chamado de tahará (purificação), no qual o corpo é lavado pelo chevra kadisha (grupo sagrado). Os judeus não permitem que seus mortos passem por autópsia. Depois de lavado, o corpo é envolvido em panos brancos e o caixão é fechado para que ninguém mais o toque. O enterro deve ocorrer o mais rápido possível. "Tudo usado no enterro deve ser de materiais simples, das vestimentas ao caixão, para não haver distinção entre um e outro", diz o rabino. Por isso não são usadas flores nem velas.

Não há cremação: as leis judaicas não permitem que o corpo seja cremado. "Tudo tem que voltar para a sua origem, da mesma forma que a alma volta. Se o nosso corpo saiu do barro, da terra, a maneira mais respeitável é colocá-lo de volta", afirma o rabino.

Cerimônias: junto do corpo, familiares e amigos rezam salmos e partes da Torá (livro sagrado dos judeus). Os parentes mais próximos rasgam um pedaço da roupa para mostrar o luto, que tem três etapas. A primeira delas dura uma semana. Durante este período, os parentes mais próximos não saem de casa nem para trabalhar. A roupa rasgada usada no enterro não é trocada durante a primeira semana. Não há cuidado com o corpo porque a preocupação é voltada apenas à parte espiritual. Por isso, todos os espelhos da casa são cobertos. Na primeira etapa, todos os amigos e familiares visitam a família que está de luto e conversam sobre a pessoa que morreu. "Não é saudável fazer de conta que nada aconteceu. Acreditamos que as pessoas têm que demonstrar seus sentimentos", diz. Até o final da segunda etapa do luto, que acaba depois de 30 dias, os homens não fazem a barba e os cabelos também não podem ser cortados. O luto termina no primeiro aniversário de morte, mas a pessoa sempre é lembrada na data de morte por todos os anos seguintes.

Significado da Morte nas diferentes Religiões Islamismo

Islamismo


Significado: para os seguidores do islamismo, a morte é uma passagem desta vida para outra eterna. "Quem fizer o bem será julgado por Deus e vai para o paraíso. Quem fizer o mal também será julgado e irá para o inferno", diz Abdul Nasser, secretário-geral da Liga Juventude Islâmica do Brasil. Os muçulmanos acreditam que o corpo após a morte não significa mais nada, mas a alma continua tendo valor. A morte se dá, portanto, quando o corpo se separa da alma.

Rituais: de acordo com as leis islâmicas, o corpo do morto é lavado pelos familiares – sempre do mesmo sexo – e enrolado em três panos brancos. Depois, é colocado num caixão para que os parentes mais próximos se despeçam dele. Em seguida, o corpo é levado à mesquita do cemitério islâmico e a partir deste momento apenas os homens participam da cerimônia. O sheik faz as orações para a alma da pessoa, numa celebração que dura cerca de duas horas. O caixão é carregado para o túmulo, composto por quatro paredes de pedra, onde o corpo será colocado sem o caixão em que foi transportado. O buraco é tampado com pedras e só depois de totalmente fechado a terra é jogada sobre a tampa.

Não há cremação: a cremação do corpo não é permitida pelas leis islâmicas.

Luto: o luto pela pessoa morta dura três dias. No entanto, quando a mulher perde o marido, o tempo de luto é de 4 meses e 10 dias. Na ocasião, a mulher não pode sair de casa, a não ser em caso de emergência. Pela tradição muçulmana, quando a mulher perde o marido e está no começo de uma gravidez, ela deve se despedir passando debaixo do caixão, para mostrar aos presentes que espera uma criança. "Acreditamos num Deus único, absoluto e individual, que jamais gerou ou foi gerado", diz Nasser.

Significado da Morte nas diferentes Religiões Espiritismo

Espiritismo

Significado: para os seguidores do espiritismo, a morte não existe. O espírito usa o corpo físico como instrumento para se aprimorar. "O corpo é uma veste e a reencarnação serve para o espírito evoluir", diz Ana Gaspar, das Casas André Luiz.

Reencarnação: quando o corpo morre, o espírito se desliga e fica no mundo espiritual estudando e se preparando para uma nova encarnação. Com a reencarnação, o espírito adquire experiências e evolui em outro corpo sucessivamente.

Rituais: os espíritas velam e enterram seus mortos da mesma maneira que os demais religiosos. Durante o velório, fazem preces e procuram manter o equilíbrio porque o espírito do desencarnado pode continuar por perto durante um período. Os espíritas não usam velas nem flores nas cerimônias fúnebres. O corpo pode ser enterrado ou cremado. Para cremação costuma-se aguardar mais de 72 horas

Não existe luto: e a vida dos familiares segue normalmente. "O espírita não tem fé, ele tem certeza", diz Ana.

Significado da Morte nas diferentes Religiões Catolicismo

Catolicismo

Significado: para os católicos, a morte é uma passagem. "Não existem mortos, mas vivos e ressuscitados. O Senhor nos toca e nos reerguemos para a vida eterna", diz o padre Paulo Crozera, coordenador da pastoral Universitária da PUC-Campinas.

Não há reencarnação: os seguidores do catolicismo acreditam que a morte é o batismo definitivo, o caminho para a vida eterna. Para eles, corpo e alma são uma só coisa. A reencarnação não é aceita.

Rituais: os católicos velam os corpos do mortos e, além das orações populares que costumam ser feitas durante o velório católico, como o Pai Nosso e a Ave Maria, um padre ou ministro leigo das Exequias faz uma celebração para encomendar a vida da pessoa às mãos de Deus. Nesse ritual, há a celebração da passagem do morto à luz do mistério da morte, por meio de orações e da benção do corpo.

Simbolismo: as velas, colocadas ao lado do caixão, simbolizam a luz do Cristo ressuscitado, e as flores são a "primavera da vida que floresce na eternidade".

Celebrações: o corpo pode ser enterrado ou cremado. No momento do enterro, há a "benção do túmulo", cujo objetivo é pedir o acolhimento do corpo pela terra. Depois de enterrado, ocorrem celebrações em memória do morto no sétimo dia, no primeiro mês e no primeiro ano.

Significado da Morte nas diferentes Religiões -Candomblé


 Candomblé
Significado: de acordo com a crença do candomblé, as pessoas são formadas por elementos constitutivos perecíveis e imperecíveis. A parte imperecível é chamada de ORI (cabeça interna, destino).

Vida após a morte: os seguidores do candomblé acreditam na continuidade da vida por meio da continuação da força vital. O ORI volta dentro da mesma família, mas em outro corpo.

Rituais: o corpo do iniciado no candomblé geralmente é velado no terreiro. O rito funerário, chamado de axexe, começa depois do enterro e costuma ser longo, podendo durar vários dias. A sociedade é chamada para participar do axexe, rito pelo qual o espírito do morto é encaminhado para outra terra. Na ocasião, os assentamentos – elementos simbólicos e materiais – são quebrados e jogados em água corrente.

Significado da Morte nas diferentes Religiões Budismo

Budismo

Significado: para os budistas, a morte é a única certeza. "Se nos lembrarmos da inevitabilidade da morte, geraremos o desejo de usar nossa preciosa vida humana de modo significativo", diz Ani-la Kelsang Pälsang, do Centro Budista Mahabodhi.

Treinamento: os budistas acreditam que treinando a mente durante a vida, o indivíduo estará tranquilo e sereno quando chegar a hora de morrer, o que garantirá um renascimento afortunado.

Reencarnação: os seguidores do budismo acreditam na reencarnação. "A única coisa que passa de uma vida para outra é nossa mente sutil. Como um pássaro mudando de ninho em ninho. Buda compara o processo de morrer e renascer com o ciclo de dormir, sonhar e despertar", diz Ani-la.

Reflexo da vida: de acordo com o budismo, toda ação em vida influencia decisivamente na vida futura. Para Buda, se a pessoa quiser saber quem foi no passado, basta olhar para sua condição no presente.

Ajuda: diante da morte, os budistas procuram manter o equilíbrio e ajudar os amigos ou parentes que estejam morrendo. Evitam o choro e o desespero para que a mente da pessoa permaneça positiva.

Rituais: no Japão, de acordo com a monja zen-budista Coen de Souza, usam-se flores dentro do caixão, tradicionalmente, e, além disso, uma tigela com arroz cozido, água, um vaso com flores, velas e incenso são colocados sobre uma mesa para que nada falte ao morto. Os budistas têm vários rituais funerários. Um deles é o powa (transferência de consciência), quando toda prece feita com intenção de ajudar o morto é válida e traz benefícios.

Não há luto: há apenas preces e dedicação dos pensamentos positivos à pessoa que morreu. No entanto, nos lugares mais tradicionais, como no Japão, a família guarda até 49 dias de luto como sinal de respeito. 


Cremação: desapegados das coisas materiais e não se preocupam muito com o cadáver, portanto não são contra cremação. As cinzas poderão ser depositadas em um templo, altar doméstico ou devolvidas à natureza.

Significado da Morte nas diferentes Religiões

Conhecer o significado da morte para diversas religiões é muito importante para quem atua no ramo funerário. Cada crença religiosa interpreta de maneira diferente o falecimento de uma pessoa. Respeitar os rituais é um dever humanitário. Confira o significado da morte para algumas religiões (em ordem alfabética):


quinta-feira, junho 15

37 ANOS DA EXPLOSÃO DAS BARRACAS DE FOGOS NO CENTRO DE GARANHUNS. UMA TRAGÉDIA NÃO ANUNCIADA

      


              Tudo começou às oito horas e trinta minutos de quinta-feira, dia 05 de junho de 1980, a barraca de vender fogos pertencente  ao senhor Protásio  Gomes Azevedo, conhecido por Tarzinho, motivada  por um  curto  circuíto na instalação  elétrica, explodiu e em menos    de dez segundos  também explodiu  a outra barraca  pertencente ao senhor  José Alves  da Silva  Filho, conhecido por José Barroso.


               Ambas as barracas de vender fogos foram armadas sobre a marquise que serve de cobertura para o Bar "O Colunata".  A explosão provocou um deslocamento de ar num raio de ação de mais ou menos quinhentos metros, cujo impacto arrancou o teto de várias casas comerciais localizadas na Avenida Santo Antonio, quebrando as vidraças e portas de várias delas.

              A mais atingida foi a Veneza Americana, pertencente ao senhor Silvio Apolinário que teve as portas arrancadas e as mercadorias totalmente danificadas.

          O setor bancário também sofreu terríveis danos, sendo que o mais atingido foi o Banco do Brasil que teve o forro de gesso dos dois andares totalmente danificados, dando a impressão de que havia sido decorado para uma baile de São João.


              O Cinema Jardim que ficava localizado na praça do mesmo nome, teve o forro da marquise e do salão de espera também destruído. A placa de cimento armado a ferro que cobre os boxes ficou parcialmente destruídos.

              Na catástrofe morreram quatro pessoas e trinta e oito ficaram feridas. Esta foi a segunda maior catástrofe acontecida em Garanhuns. A primeira foi a Hecatombe de 1917, por questões políticas, tendo morrido na ocasião mais de dez pessoas. Nesta calcula-se uma prejuízo de aproximadamente cinquenta milhões de cruzeiros. O Prefeito Ivo Amaral ao ter conhecimento do lamentável acontecimento comunicou-se imediatamente com o Governador do Estado e todas as Secretarias de Governo. Meia hora depois do acidente a Avenida Santo Antônio ficou sob controle das autoridades que tomaram todas as providências necessárias ao socorro às vítimas para evitar incêndio nas casas comerciais e bancos.

          É conveniente se ressaltar o trabalho desempenhado pelo 71º B.I. e 4º Companhia de Polícia que imediatamente enviaram seus soldados e num trabalho constante amenizaram o sofrimento de todas população.

             Também prestaram inestimáveis socorros a Prefeitura desta cidade que por determinação de Ivo Amaral foram colocados em ação todos os engenheiros, trabalhadores, secretários e os veículos do município, a Câmara Municipal, a Rádio Difusora que num trabalho de esforço e profícuo tranquilizou a população, a Celpe que imediatamente procurou através de seus eletricistas, consertar a rede de energia, prefeitos da região que vieram se solidarizar com o colega chefe do executivo local e o povo em geral que num espírito de solidariedade não saiu da praça durante todo o dia.

                  Garanhuns viveu naquela quinta-feira, dia Corpus Christi, o mais terrível drama de sua história. A nossa população de cento e vinte mil almas ficou totalmente traumatizada.

            Por volta das 13:30h chegou a esta cidade o Governador Marco Maciel, acompanhado dos Secretários José Tinoco, da Secretaria de Trabalho e Ação Social, Djalma Oliveira, da Secretária da Saúde e vários assessores do Governo.

             Na ocasião e no local do sinistro o Governador Marco Maciel prometeu toda ajuda necessária as vítimas e aos que sofreram danos materiais.


(Reportagem do Professor e Jornalista José Rodrigues da Silva (saudosa memória), para o Jornal "O Monitor" em junho de 1980 - Foto: Avenida Santo Antônio após a explosão).

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ESCOLA MUNICIPAL PROFESSOR LETACIO BRITO PESSOA ✍️ GARANHUNS - PERNAMBUCO 2023“A história das coisas” (The Story of Stuff), é um documentário de apenas 20 minutos que fala sobre o consumo exagerado de bens materiais, e o impacto negativo que esse consumo causa no meio ambiente.

  “A história das coisas” (The Story of Stuff), é um documentário de apenas 20 minutos que fala sobre  o consumo exagerado de bens materiais...